Encerramento da Via Verde de AVC: é "prioritário" retomar atividade

21/06/22
Encerramento da Via Verde de AVC: é "prioritário" retomar atividade

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), organização científica que agrega médicos, outros profissionais de saúde e investigadores dedicados à patologia cerebrovascular, tomou conhecimento do encerramento, por períodos ou por tempo indeterminado, do atendimento à Via Verde de acidente vascular cerebral (AVC) nos hospitais portugueses.

Desta forma e em resposta à decisão, a SPAVC sustenta as seguintes posições:

  1. O AVC é a principal causa de morte e incapacidade em adultos em Portugal;
  1. O tratamento agudo do AVC é uma emergência médica, sendo o sucesso das intervenções disponíveis extremamente dependente da rapidez da resposta;
  1. O acesso a tratamento atempado deve ser garantido aos cidadãos de todas as regiões;
  1. As Unidades de AVC nacionais estão distribuídas e organizadas para otimizar a resposta a toda as áreas de Portugal. A opção de redirecionar um doente com AVC agudo para outro hospital, que distará sempre mais de 30 km, representará atraso na prestação de cuidados numa doença emergente, em que o dano causado ao cérebro aumenta por cada minuto sem tratamento;
  1. A SPAVC entende que a manutenção da disponibilidade de atendimento através da Via Verde de AVC deve ser uma prioridade em todos os hospitais com esta valência e no sistema de saúde como um todo, e assumida como tal pelos conselhos de administração e entidades governamentais.

A Associação salienta ainda que ainda não foram clarificadas as razões para o aumento da mortalidade por AVC verificada em 2020 em Portugal, conforme dados avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) este ano.

Em nota final, a SPAVC deixa um apelo às entidades competentes para que sejam garantidas condições de forma a assegurar-se o regular atendimento através de Via Verde de AVC e os cuidados em Unidade de AVC em todos os hospitais do país com esta valência.

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